4.26.2016

Deixo-te partir porque és livre, gostas de se-lo e sempre o foste... Não me pertences jamais, outrora quiçá, numa fração, numa pequena fração de segundos fostes meu; quando teimavas em olhar-me fixamente, aproximavas-te e beijavas-me, quando esqueciamos o que nos rodeava e entrelaçavamos os dedos, "mais nada importa agora". Deixei-te partir porque a partida é mais fácil de suportar do que o teu silêncio.
A calmidade que te consumia desaparecera, metaforicamente és um cigarro, mais dois tragos e apagas-te. Apago-te, mas este cheiro, este cheiro malicioso teima em parmenecer nas minhas maos e na minha roupa.

Estou na praia, mais sozinha que o habitual, sento-me e puxo de um cigarro, acendo-o e peço aos ventos que levem o que resta de ti em mim, não suporto mais a angústia de ter que caminhar sozinha, de percorrer esta praia sem ter ninguém para dar a mão, sorrir, olhar para o fim do oceano e saber que o mundo era todo meu, naquele momento segurava-o...

Ainda tentei abraçar-te, mostrar-te que sou mais do que aquilo que ves, que não precisava de mais nada apenas de ti, mas o amor que me prometeste falhou, e nada me mata mais do que promessas quebradas.

Sem comentários:

Enviar um comentário