Avançar para o conteúdo principal

💚💚

Há sempre tempo para o que nos embala, o que nos segura e faz emergir o suspiro de um amor profundo.
Há sempre tempo para o que nos faz querer ser loucos, dançar à chuva, o que nos faz suportar tempestades, distâncias infinitas e alicerces debaixo do braço para suportar o que é sol, o que não dá vontade de largar, que te faz andar com a cabeça na lua.
Há sempre tempo. Se não for hoje é amanhã. Só não há tempo quando já não é nítido, quando te sentes na terra com saudades da lua, das estrelas e das nuvens. Não ha tempo se não houver calor, nem música. Se não sorrires.
E se não sorris o mundo ficou sem luz.
Ao que me faz ter a cabeça na lua e um braço em marte. Que me faz querer ser Vénus. Amo-te.      

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Eros

Soubemos à partida que iamos ser eu e tu contra o mundo e mesmo assim juntamos forças e fizemos frente às correntes e ventos que nos faziam recuar. Fizemos.
Hoje, mais do que nunca, somos um só. Um só que escolheu o orgulho, um só que abraçou os próprios sentimentos e não olhou para o lado, um só que fez as malas e partiu, para longe, longe dos braços de um amor confortável e seguro.
Nós que juramos amor eterno, que fomos loucos o suficiente para não ouvir o que nos saía descontroladamente da boca, nós que conseguimos ser tanto, mas...
E há sempre um mas porque buscamos a perfeição. Ridículo certo? E esquecemo-nos, ou forçamo-nos a esquecer que estamos a cuidar de alguém, que temos a felicidade de outro nos nossos braços. Tão pouco mas tão imenso.
Tão distante que me esqueci do conforto do teu peito, da força do teu abraço e do olhar que me acalmou nas piores horas.
Só precisavas de estar ali, sorrir e salvar-me dos cães.
Eternamente grata.

💚

Querer ter a coragem de hoje te dizer tudo o que sinto, que nem todos os dias foram bons e nem todas as horas foram tuas. Dizer-te que hoje te quero mais do que outrora te quis, que não soube lidar com todo o amor que me deste. Mas a vida segue, e nós seguimos em frente, culpa do destino nem pensar, culpa minha por querer ter o que nunca foi meu, por querer ser maior do que o meu tamanho. Por egoísmo talvez, perdi-te.
Mas sempre estive ali, aguentei o que pude, até quando achei que não fazia mais sentido continuar a segurar o que não me pertencia, mas hoje olho e vejo que eras tudo, tudo o que hoje suplico de volta.
Então volta para o que nunca foi teu mas que hoje te quer, então volta a procurar-me onde quer que seja. No café ou no supermercado. Procura o meu olhar quando suplico que me vejas, e vejas que tudo o que me faltou está hoje presente em mim. Um coração cheio de amor e uma mão que te quer segurar. Um corpo frágil que insiste em te proteger e uns sonhos para realizarmos. T…

Casa

Pudesse eu dizer-te que a vida é efêmera, que também ela é irregular, sem o travo doce do desejo de partilha; pudesse eu proteger-te do mal que te fiz.
A culpa que carrego aos ombros é hoje mais pesada. Trago em mim a saudade desse olhar tão teu, tão meu e tão sem jeito. Trago a saudade da saudade boa, do que devia abraçar com toda a força para que nunca tivesse partido, quebrado ou dispersado. Para o que foi meu.
Para longe.
Pudesse eu ter segurado cada lágrima que teimou em se mostrar, pudesse eu ter-me desfeito do manto frio que vesti, que usei orgulhosamente. Porque quis e fiz, e se fiz estava certa.
Mas não estava.
Pudesses saber que nada é tão teu, que nada hoje é correto, que te encontro e te trago, que te levo para onde vá. Pudesses saber que és tudo em tão pouco que a vida é.