6.14.2017

Eros

Soubemos à partida que iamos ser eu e tu contra o mundo e mesmo assim juntamos forças e fizemos frente às correntes e ventos que nos faziam recuar. Fizemos.
Hoje, mais do que nunca, somos um só. Um só que escolheu o orgulho, um só que abraçou os próprios sentimentos e não olhou para o lado, um só que fez as malas e partiu, para longe, longe dos braços de um amor confortável e seguro.
Nós que juramos amor eterno, que fomos loucos o suficiente para não ouvir o que nos saía descontroladamente da boca, nós que conseguimos ser tanto, mas...
E há sempre um mas porque buscamos a perfeição. Ridículo certo? E esquecemo-nos, ou forçamo-nos a esquecer que estamos a cuidar de alguém, que temos a felicidade de outro nos nossos braços. Tão pouco mas tão imenso.
Tão distante que me esqueci do conforto do teu peito, da força do teu abraço e do olhar que me acalmou nas piores horas.
Só precisavas de estar ali, sorrir e salvar-me dos cães.
Eternamente grata.

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